Um som...um desconhecido...e eis que sois...tão breve, tão rápida surges e da mesma forma desapareces... um vazio assola-me...uma sensação inexplicável de perda, perda de nada que nunca tive...
Sente-se sem explicação, porque sentir requer saber o que é, e eu não sei, nunca estive lá, nesse mundo desconhecido, longínquo, mágico talvez... que tento agarrar como quem tenta agarrar areia em vão...
Passa suave como o vento entre os meus dedos, voltando estes a ficar vazios...e no entanto perdi-te novamente...e a maior dor é saber que te vou perder sempre...porque sempre me vais fugir por entre os dedos e sempre as minhas mãos vão ficar vazias...
E algo entra dentro de mim e me arranca o pedaço pulsante e o esmaga lenta e dolorosamente...e volto a não ser...a sentir esse vazio que deixas cada vez que não estás...
Tudo se desmorona à minha volta...esta ânsia de não saber nada...de não saber se amanhã vou estar a respirar...esta roda que gira e que arranca pedaços meus a cada dia que passa...e tu não estás para eu sentir esse abraço...esse olhar...essa vida que é tua e que eu não sei qual é, mas onde eu pertenço sem saber porquê...
Fazes-me falta...
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