"Cedo caminharemos nas paredes do tempo, nada nos fará falta, excepto uns aos outros" JM
Um dia tropeçamos numa frase que por vezes guardamos connosco para sempre, faz sentido para nós tem algo que define parte de nós...Há muitos anos atrás eu tropecei nesta, uma frase de alguém cujas palavras para mim sempre tiveram um significado muito especial, e esta a cada dia que passa ganha mais sentido, mais força e por vezes colabora para que nem sempre as coisas se tornem tão difíceis...
Ao longo do tempo verifico que as coisas se desenrolam desta estranha forma e aquilo que era um dia, não mais permanece igual...tenho saudades de coisas, saudade de sentir, de ter a noção dessas coisas...e eis que quando menos se espera sentimos...
Seria um dia como os outros se não tivesse sido um dia diferente, seria uma noite igual a tantas outras se não tivesse sido uma noite diferente...a noite em que o tempo parou, a noite em que os anos recuaram e que nos lembramos do que fomos, do que sentimos, do que vivemos, do que nos uniu e do que nos separou...
Talvez as nossas vidas tivessem sido diferentes, melhores, piores, iguais a tantas outras... talvez...talvez os nossos sorrisos não estivessem carregados de tanta dor, de tanta tristeza e talvez o nosso olhar não carrega-se o peso do vazio indefinido...talvez...
Saudade de nós dizes...sim... no resumo deste tempo é o que mais o define...saudade de nós...de sermos nós...de sentirmos...de vivermos...não será igual...não... porque também não somos iguais ao que fomos...somos diferentes, mas ainda assim somos nós... e ainda que não saibamos bem o que isso significa, aos olhos dos outros a magia permanece tão acesa quanto nesse tempo longínquo...
Insatisfeitos Loucos
Domingo, 18 de Março de 2012
Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012
Fragmentos...
Tens duas hipóteses...
Vês esse buraco gigantesco à tua frente...
Salta, gritam...
As vozes ecoam na tua cabeça, e tu que queres fazer...queres saltar, de olhos fechados, sustendo a respiração...ou queres ficar sempre na incerteza do que estará do outro lado...
Tantas vezes sonhas-te com isso, porque não saltas agora... porque tens dois lados para saltares e não sabes qual deles te fará uma melhor pessoa...
Tens dois dos teus sonhos à tua frente, pois o teu maior medo...o dia em que eles se mostrassem ao mesmo tempo e tivesses de tomar uma decisão...
Irónico não é... o mundo girou e parou hoje em ti... sentou-se paciente enquanto tu apática consomes os minutos que te faltam, gastando o oxigénio que um dia te fará falta...
Quem te visse aí de ombros caídos como se o mundo pesa-se toneladas, na tentativa de decidir, como se o tempo te trouxesse uma resposta... um riso ele solta, como se te mostra-se que é tarde e a decisão já não vem... goza contigo e diz que os correios há muito fecharam...
Levanta-te e ergue-te...escolhe, estende a tua mão para o mais surreal, estende a tua mão porque sabes bem qual vais escolher quando a hora chegar... estende a tua mão e carrega nesse botão mágico...
Não pedis-te a mudança...pois ela veio...silenciosa....matreira...sussurrando-te ao ouvido aquilo que não querias ouvir...
Vês esse buraco gigantesco à tua frente...
Salta, gritam...
As vozes ecoam na tua cabeça, e tu que queres fazer...queres saltar, de olhos fechados, sustendo a respiração...ou queres ficar sempre na incerteza do que estará do outro lado...
Tantas vezes sonhas-te com isso, porque não saltas agora... porque tens dois lados para saltares e não sabes qual deles te fará uma melhor pessoa...
Tens dois dos teus sonhos à tua frente, pois o teu maior medo...o dia em que eles se mostrassem ao mesmo tempo e tivesses de tomar uma decisão...
Irónico não é... o mundo girou e parou hoje em ti... sentou-se paciente enquanto tu apática consomes os minutos que te faltam, gastando o oxigénio que um dia te fará falta...
Quem te visse aí de ombros caídos como se o mundo pesa-se toneladas, na tentativa de decidir, como se o tempo te trouxesse uma resposta... um riso ele solta, como se te mostra-se que é tarde e a decisão já não vem... goza contigo e diz que os correios há muito fecharam...
Levanta-te e ergue-te...escolhe, estende a tua mão para o mais surreal, estende a tua mão porque sabes bem qual vais escolher quando a hora chegar... estende a tua mão e carrega nesse botão mágico...
Não pedis-te a mudança...pois ela veio...silenciosa....matreira...sussurrando-te ao ouvido aquilo que não querias ouvir...
Domingo, 15 de Janeiro de 2012
Mudança...
"Alteração, modificação, transformação (física ou moral)"
Nem sempre damos conta dela, por vezes chega-nos bruscamente, tão repentinamente que o coração dispara, o sangue corre mais rapidamente, o nosso mundo transforma-se totalmente, vira-nos a vida do avesso sem aviso prévio, sem carta registada...
Outras vezes penetra suavemente em nós, alimenta-se todos os dias do ar que respiramos, e um dia instala-se por completo, mas a cada momento sabemos que ela percorre o nosso corpo, caminha nos nossos passos, vê como os nossos olhos, satura-se e ri-se connosco...
Porém, nem sempre é vista com bons olhos por terceiros, talvez por eles não se aperceberem dessa mudança, talvez por não a perceberem, e não perceberem a necessidade que temos que isso ocorra, talvez por nunca se terem apercebido que afinal ela já ocorre há algum tempo...
Talvez nos julguem loucos, talvez anseiem por respostas que não chegam e provavelmente nunca vão chegar, indiferente, paramos um dia no passado e sentimos que muita coisa não fazia sentido, então fomos mudando o rumo da nossa vida...
Eis que aqui estamos melhores? não sei, mudados? sim...
Nem sempre damos conta dela, por vezes chega-nos bruscamente, tão repentinamente que o coração dispara, o sangue corre mais rapidamente, o nosso mundo transforma-se totalmente, vira-nos a vida do avesso sem aviso prévio, sem carta registada...
Outras vezes penetra suavemente em nós, alimenta-se todos os dias do ar que respiramos, e um dia instala-se por completo, mas a cada momento sabemos que ela percorre o nosso corpo, caminha nos nossos passos, vê como os nossos olhos, satura-se e ri-se connosco...
Porém, nem sempre é vista com bons olhos por terceiros, talvez por eles não se aperceberem dessa mudança, talvez por não a perceberem, e não perceberem a necessidade que temos que isso ocorra, talvez por nunca se terem apercebido que afinal ela já ocorre há algum tempo...
Talvez nos julguem loucos, talvez anseiem por respostas que não chegam e provavelmente nunca vão chegar, indiferente, paramos um dia no passado e sentimos que muita coisa não fazia sentido, então fomos mudando o rumo da nossa vida...
Eis que aqui estamos melhores? não sei, mudados? sim...
Terça-feira, 27 de Dezembro de 2011
...
"After all
After all you come back
and after all there’s no reason to be sad
there’s no reason to cry anymore
´cause after all you’re home
After all we’re finally together
but after all I miss you more than ever
and we sit here and pretend
this isn’t the end
´Cause after all you’re home
I see only the past in your eyes
How I wish, how I wish they were alive
How I wish those same eyes
Would recognize me
After all I look into those eyes
And after all I do realize
That I still feel alone
But after all you’re home
I see only the past in your eyes
How I wish, how I wish they were alive
And I still cry on my own
But after all you’re home"
After all you come back
and after all there’s no reason to be sad
there’s no reason to cry anymore
´cause after all you’re home
After all we’re finally together
but after all I miss you more than ever
and we sit here and pretend
this isn’t the end
´Cause after all you’re home
I see only the past in your eyes
How I wish, how I wish they were alive
How I wish those same eyes
Would recognize me
After all I look into those eyes
And after all I do realize
That I still feel alone
But after all you’re home
I see only the past in your eyes
How I wish, how I wish they were alive
And I still cry on my own
But after all you’re home"
Quinta-feira, 22 de Dezembro de 2011
Fragmentos...
Vejo-te a descer a rua, nesse teu ar terno e doce, apetece-me abraçar-te fazer-te sentir segura...
Não me apetece deixar esse abraço...esse olhar...não me apetece deixar nada...
Deixei fica mais um pedaço de mim naquela rua...naqueles quadrados brancos...naquelas paredes...
Um dia talvez eu não precisarei de me despedir com esta mágoa, com esta tristeza, com esta vontade de não ir, um dia talvez não precise de te deixar ir com os olhos tristes...
Não me apetece deixar esse abraço...esse olhar...não me apetece deixar nada...
Deixei fica mais um pedaço de mim naquela rua...naqueles quadrados brancos...naquelas paredes...
Um dia talvez eu não precisarei de me despedir com esta mágoa, com esta tristeza, com esta vontade de não ir, um dia talvez não precise de te deixar ir com os olhos tristes...
Quarta-feira, 21 de Dezembro de 2011
...
Um som...um desconhecido...e eis que sois...tão breve, tão rápida surges e da mesma forma desapareces... um vazio assola-me...uma sensação inexplicável de perda, perda de nada que nunca tive...
Sente-se sem explicação, porque sentir requer saber o que é, e eu não sei, nunca estive lá, nesse mundo desconhecido, longínquo, mágico talvez... que tento agarrar como quem tenta agarrar areia em vão...
Passa suave como o vento entre os meus dedos, voltando estes a ficar vazios...e no entanto perdi-te novamente...e a maior dor é saber que te vou perder sempre...porque sempre me vais fugir por entre os dedos e sempre as minhas mãos vão ficar vazias...
E algo entra dentro de mim e me arranca o pedaço pulsante e o esmaga lenta e dolorosamente...e volto a não ser...a sentir esse vazio que deixas cada vez que não estás...
Tudo se desmorona à minha volta...esta ânsia de não saber nada...de não saber se amanhã vou estar a respirar...esta roda que gira e que arranca pedaços meus a cada dia que passa...e tu não estás para eu sentir esse abraço...esse olhar...essa vida que é tua e que eu não sei qual é, mas onde eu pertenço sem saber porquê...
Fazes-me falta...
Sente-se sem explicação, porque sentir requer saber o que é, e eu não sei, nunca estive lá, nesse mundo desconhecido, longínquo, mágico talvez... que tento agarrar como quem tenta agarrar areia em vão...
Passa suave como o vento entre os meus dedos, voltando estes a ficar vazios...e no entanto perdi-te novamente...e a maior dor é saber que te vou perder sempre...porque sempre me vais fugir por entre os dedos e sempre as minhas mãos vão ficar vazias...
E algo entra dentro de mim e me arranca o pedaço pulsante e o esmaga lenta e dolorosamente...e volto a não ser...a sentir esse vazio que deixas cada vez que não estás...
Tudo se desmorona à minha volta...esta ânsia de não saber nada...de não saber se amanhã vou estar a respirar...esta roda que gira e que arranca pedaços meus a cada dia que passa...e tu não estás para eu sentir esse abraço...esse olhar...essa vida que é tua e que eu não sei qual é, mas onde eu pertenço sem saber porquê...
Fazes-me falta...
Domingo, 4 de Dezembro de 2011
Como esquecer...
Nada...um vazio inconstante, que preenche, que dilacera...um silêncio perturbador que toma conta de mim...um estado de não estar, uma forma de não ser, porque o resumo disto é apenas o de que não vens, não estás, não és, e eu , eu tinha tanto para ser, e não posso...
Não permites que seja, tempo, eu tenho tempo, mas a vida não tem...a vida suga-nos e anseia por ser...e esta chuva não te trás, este vento não sopra o teu cheiro...e a tua imagem desvanece-se das paredes deste quarto,
Eu sei que não voltas a ser, não voltarás a viver, sei que tudo se perdeu, sem nunca se ter encontrado, mas também sei que te mostrei o que pode ser aquilo que queremos... aquilo que desejamos...
A realidade não existe, foi criada em cima de finas estacas, que cada vez que o vento passa estremecem, cada vez que uma gota de chuva lhes toca tremem de frio, de cada vez que um floco de neve lhes passa ao lado todo o mundo delas parece ruir...
Sonhos...foi apenas isso que criamos, pois o teu silêncio escreve algo mais, e quando o leio sinto que a estação terminou, sinto que o Outono acabou, e as folhas caíram gentil e ritmadamente como sempre fizeram, viraram de verdes para castanhas, e agora fogem das árvores, como a tua vida foge de mim... e ela nunca esteve em mim...
Guardo tudo numa caixa, um tudo dum nada que nunca chegou a ser, um pedaço de uma não existência...um segundo e pareceram anos, uma palavra e pareceu uma vida... um beijo...
E agora depois das gotas de chuva terem lavado o chão repleto de folhas, depois de entupirem todos os pedaços, todos os recantos em que se alojaram, resta limpar, resta varrer para o lado esses fragmentos, resta limpar tudo...porque nunca poderás colar as folhas nas árvores, nunca poderás ter as mesmas folhas...
Resta esperar que o Inverno passe, que a neve cai por completo, que o manto branco e gélido nos consuma a alma...nos traga o frio do corpo, e nos liberte a alma que há muito adormeceu e perdeu as palavras, perdeu o sentido, perdeu a noção que um dia teria de acordar..
Porque os sonhos não existem...os sonhos são para aqueles que nunca sonharam...são para aqueles que acreditam que a realidade não foi e ainda está para vir...os sonhos não existem...porque não são...porque não lhes podemos tocar... não os podemos cheirar... são como uma vela que se acende, e quando o seu rastilho se consome, nada mais existe, nada ficou...foi uma ilusão que se incendiou...mas a verdade é apenas o facto de que ateas-te um fogo que queima, um fogo que consome... e a vela apaga-se e tu não estás cá para o sentir...
Não permites que seja, tempo, eu tenho tempo, mas a vida não tem...a vida suga-nos e anseia por ser...e esta chuva não te trás, este vento não sopra o teu cheiro...e a tua imagem desvanece-se das paredes deste quarto,
Eu sei que não voltas a ser, não voltarás a viver, sei que tudo se perdeu, sem nunca se ter encontrado, mas também sei que te mostrei o que pode ser aquilo que queremos... aquilo que desejamos...
A realidade não existe, foi criada em cima de finas estacas, que cada vez que o vento passa estremecem, cada vez que uma gota de chuva lhes toca tremem de frio, de cada vez que um floco de neve lhes passa ao lado todo o mundo delas parece ruir...
Sonhos...foi apenas isso que criamos, pois o teu silêncio escreve algo mais, e quando o leio sinto que a estação terminou, sinto que o Outono acabou, e as folhas caíram gentil e ritmadamente como sempre fizeram, viraram de verdes para castanhas, e agora fogem das árvores, como a tua vida foge de mim... e ela nunca esteve em mim...
Guardo tudo numa caixa, um tudo dum nada que nunca chegou a ser, um pedaço de uma não existência...um segundo e pareceram anos, uma palavra e pareceu uma vida... um beijo...
E agora depois das gotas de chuva terem lavado o chão repleto de folhas, depois de entupirem todos os pedaços, todos os recantos em que se alojaram, resta limpar, resta varrer para o lado esses fragmentos, resta limpar tudo...porque nunca poderás colar as folhas nas árvores, nunca poderás ter as mesmas folhas...
Resta esperar que o Inverno passe, que a neve cai por completo, que o manto branco e gélido nos consuma a alma...nos traga o frio do corpo, e nos liberte a alma que há muito adormeceu e perdeu as palavras, perdeu o sentido, perdeu a noção que um dia teria de acordar..
Porque os sonhos não existem...os sonhos são para aqueles que nunca sonharam...são para aqueles que acreditam que a realidade não foi e ainda está para vir...os sonhos não existem...porque não são...porque não lhes podemos tocar... não os podemos cheirar... são como uma vela que se acende, e quando o seu rastilho se consome, nada mais existe, nada ficou...foi uma ilusão que se incendiou...mas a verdade é apenas o facto de que ateas-te um fogo que queima, um fogo que consome... e a vela apaga-se e tu não estás cá para o sentir...
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